Combinemos o seguinte: eu estou sempre certa. Concorde e o mundo será um lugar melhor para todos. 24 anos, estudante de Med. Veterinária. Politicamente incorreta, reaça, carnívora, Trance, Sonic Team, Ozzy, Piano.
SHAKE YOUR BODY DOWN DO MICHAEL JACKSON NO PANICO! Meu twitter
5) Déjà vu animal.
Acho que já vi esse cachorro em algum lugar…
Não faço só figuração, também interpreto.
6) Lady GaGa em dobro.
Não, você não está bêbado. A morena parecidíssima com Lady GaGa é a irmã dela, Natali.
Com prótese nasal e óculos escuros qualquer um fica parecido com a Lady GaGa!
7) Lady GaGa usa um óculos feito de cigarros. Acesos.
Ela não tem um pênis. E é mais macho do você e todos os seus amiguinhos juntos. Segue o diálogo das policiais “femininas”: - I told you she didn’t have a dick..
- Eu disse que ela não tinha um pinto. - Too bad…
- Que pena…
Ver pra quê? Essa história de enxergar é tão overrated!
Bônus: Telephone é a continuação de Paparazzi. E eu não esperava tanto por um clipe desde a era “Black or White” do Michael Jackson. Rola até uma dancinha MJ style quando GaGa sai da prisão.
Motivos pelos quais você vale menos do que uma goiaba podre.
1) Gente que faz piada com O MUNDO VAI ACABAR EM 2012 CORRAO LOL!!!1111111.
Ficar repetindo que “Ainda bem que o mundo vai acabar em 2012, não aguento mais trabalhar LOL” não te torna uma pessoa cool. Se os maias fossem realmente espertos, não usariam fio-dental. E ainda estariam vivos pra contar história. Gente que faz piada com 2012 só não é pior do que gente que leva essa história de 2012 a sério.
2) Gente que faz qualquer tipo de comentário polêmico no twitter só pra chamar a atenção.
Coisas como “Gente, peidei fedido agora!”. Pior é quando ninguém dá atenção e a pessoa insiste “Nossa, cheirou repolho podre!”. Incrível como o twitter catapultou essa necessidade de descrever até o mais desagradável/dispensável.
3) Gente que se acha ditadora de moda.
Já vi mais de um comentário do tipo “Ai, eu fui a primeira a falar de Leide Gaga no meu blog todo mundo só escuta Leide gaga porque falei primeiro dela e mimimi mimimi”. Aham, Creide. Só o fato de você existir nos torna pessoas melhores.
4) Gente que insiste em nacionalizar o desnecessário.
Parece que há um pensamento comum no inconsciente do brasileiro: inglês = EUA = MALDITU ISTADUZUNIDUS. Falar inglês é como se fosse uma prova da dominação exercida sobre o pobre país fodido que é o Brasil. Recentemente, alguns tuiteiros falavam em nacionalizar o #FollowFriday ou #FF. Trata-se de uma maneira de indicar twitters interessantes toda sexta-feira. Daí alguém teve a ideia genial de criar o #SS ou #SigaSexta. Só que as pessoas se esquecem que SS é também a sigla da polícia secreta nazista, a Schutzstaffel. Claro, não precisa ser um grande entendido de história pra fazer a associação nazista = ruim.
5) Gente que tem preguiça de pensar.
Eu não entendo como algo do tipo acontece. Quer dizer, agora estamos o tempo todo no computador, e tem gente que ainda não consegue interpretar um texto propriamente. Se bem que, por um lado, eu entendo que a internet nos deixou mais preguiçosos. Estou vendo pessoas que vão se formar comigo e não conseguem ler um artigo científico. A dificuldade? Ir até a biblioteca e pegar um livro pra poder consultar o que você não sabe.
6) Gente que copia o que eu faço.
Eu poderia subir num pedestal e dizer que a cópia é uma homenagem e mimimi mimimi. Mas acontece que tenho sangue italiano, que ferve ao menor sinal de injustiça. Não sou de apontar o dedo. Mas sabe, as pessoas não são burras.
7) Gente que flooda twitter.
Pode ser com perguntas de Formspring. Pode ser com resultados de testes imbecis. Pode ser aquele bate-papo com a miguxa. O twitter é genial. Tipo, melhor ferramenta de comunicação/divulgação ever. Quando você domina a timeline com as perguntas super relevantes do seu Formspring, a comunicação não rola de forma apropriada. E depois você ainda se pergunta por que, de repente, o seu número de followers diminuiu.
Essa história sempre faz sucesso quando algum familiar a conta. E convenhamos, seria bem mais engraçada se eu não estivesse diretamente envolvida. Mas como o legal é ver alguém se fodendo e não um final feliz, aí está.
Eu fui uma criança estranha. Até aí vocês podem olhar e dizer “Ooh, grande novidade!”, mas sério. Eu gostava de colocar roupa em pintinho (filhote de galinha, antes que role alguma piada com camisinha), tinha um vocabulário bastante grande (e cabeludo) e adorava fazer experiências incendiárias. Mas dessa vez tratou-se de um acidente.
Eu estava brincando de casinha na fazenda do meu avô. E quando digo fazenda, devo reforçar que é uma fazenda de verdade. A cidade mais próxima está a 70 km, e a energia elétrica disponível era fornecida por uma turbina alimentada pelas águas de uma represa. Pro negócio funcionar direitinho e tal, as águas de uma represa precisam bem… Ficarem represadas! Doh!
OK, parece óbvio, mas não é tão simples. O que mantém essa água toda no lugar é um negócio chamado aterro. No caso, um elevado de terra que fazia a água ficar acumulada na represa e não vazar toda. Acontece que nesse ano havia chovido demais e bem… O aterro pediu arrego e rompeu com a força da água. Ou seja, nada de energia elétrica. Nos virávamos como podíamos com velas e lampiões (sim, um lampião usa camisinha!), mas eles nem eram muito usados porque né, sem energia não tinha muito a se fazer depois que o sol se punha.
Então, eu estava brincando de casinha com a filha de uma das moças que lá trabalhavam. Montamos nossa casinha com colchões e lençóis e ficamos entretidas lendo gibis. Pela ordem natural das coisas, o sol se põe e escurece. Quando me dei conta da escuridão, tive a brilhante ideia de acender uma vela pra que continuássemos lendo. O que aconteceu a seguir foi o óbvio. Tenho os modos delicados de um elefante numa loja de cristais, e uma vela sobre um amontoado de colchões/travesseiros/lençóis não ia parar em pé por muito tempo.
Fogo, muito fogo. Em tudo. No cabelo da minha amiguinha. Quando os adultos que estavam na varanda jogando baralho viram o clarão pela janela e correram pra ajudar, adivinha! Em mais um dos meus acessos de brilhantismo, eu havia trancado a porta. Gostava de privacidade. Não que uma criança de 7 anos de idade precise de privacidade, mas sabe, eu era precoce.
Sorte que eu tinha um pai grande e forte, que arrombou a porta na base da ombrada. Nesse meio tempo, a casinha que havíamos montado com tanto carinho já havia se transformado numa bola de chamas considerável. Eu não me lembro de como eu e minha amiga fomos tiradas de lá dentro, só lembro de nós duas assustadas sentadas perto do fogão de lenha. Os adultos ao redor nos dizendo que iríamos fazer xixi na cama (lembro-me que essa foi a primeira coisa que perguntei a minha amiga na manhã do dia seguinte).
Tirando algumas mechas da amiga, saímos ilesas. Na verdade, fomos as duas dormir de bunda quente. E olha, não estou falando do fogo.
P.S.: Um dos colchões queimados nessa brincadeira ainda está lá na fazenda. Vovó fez uma capa nova pra ele. P.P.S.: A foto que ilustra o post é a represa lá da fazenda. Aprendi a nadar nesse lugar. P.P.P.S.: Se você leu até aqui, vai saber que agora estou bem longe e isolada… Na fazenda, pra dizer a verdade. :)