Bom, taí um trecho do meu livro (no caso, logo abaixo, é só clicar em “mostrar mais”). Foi complicado escolher um pedaço que não fosse muito fora do nada. A história pode parecer confusa no começo, mas a idéia é bem simples: qual seria sua reação se encontrasse alguém exatamente igual à uma pessoa que você amou no passado? Por sinal, uma pessoa já falecida. Essa é a primeira e última vez que publico algo do meu livro-sem-nome por aqui. Não tenho um motivo especial, só ciúmes mesmo. Ah sim, é um BELO de um trecho. É comprido. Não digam que eu não avisei.
E assim, eu declaro oficialmente aberta a temporada de “Poste um texto de sua autoria no seu blog”. Por que até parece que eu ia ficar nessa sozinha né?? Eu vi que geral disse que já tinha escrito (ou estava escrevendo) alguma coisa no post passado. Então bora todo mundo publicar esses textos em nossos amados blogs? Coragem miguxas! Se eu consegui, vocês também conseguem! =D
Eu respondo todos os comentários quando o fim de semana acabar. O Rô vem pra cá e eu vou aproveitar, já tem duas semanas que eu não vejo ele…
P.S.: Mas o que diabos é Doppelgänger?? Tia Mariana explica. De acordo com a Wikipedia, Doppelgänger é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma idéia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo sua características internas mais profundas. O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duplo, réplica ou duplicata) e gänger (andante, ambulante ou aquele que vaga).
P.P.S.: Eu ADOURO essa palavra, se pudesse eu a usaria o tempo todo!
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Seele deixou o salão assim que todos finalmente haviam parado de olhar para ela. Definitivamente não estava acostumada a esse tipo de situação. Não sabia bem para onde estava indo, mas qualquer lugar longe das vozes, da música e do barulho seria perfeito. Caminhou na direção do bosque que margeava a Ordem e nele entrou. Após caminhar um pouco mais, viu um ponto luminoso no meio da escuridão. Quando chegou mais perto, pôde ver que se tratava de Karl Gessen. Ele fumava sentado numa pedra, logo à sua frente. Mesmo escuro, estava perto o suficiente para que ele pudesse vê-la.
– Posso me sentar? – ela não esperou que ele respondesse para ocupar um canto da pedra. – O barulho estava começando a me dar dor de cabeça. Tive que sair de lá antes que as coisas ficassem piores.
Piores não poderiam estar, pensou Karl com irritação. Parece que estou sendo castigado. Até aqui não estou livre dela.
Apagou o cigarro e olhou com certa curiosidade para ela. Essa era a primeira chance que teve de observá-la calmamente desde que ela havia chegado. Não conseguia entender o porquê de ela usar roupas masculinas. Seria pra evitar ao máximo as comparações com Anatte? Bom, ela podia cortar os cabelos e usar roupas masculinas, mas o rosto, ah, isso não podia ser mudado. E o rosto dela era exatamente igual ao rosto da mãe.
Ela estava sentada de maneira despreocupada, mas se ajeitou assim que viu que ele a encarava. Havia algo de incômodo em ser observada por aqueles olhos inquisidores. Tentava entender o que ele estava pensando ao olhá-la daquele jeito, mas o rosto dele não demonstrava nenhum sentimento. Súbito, se deu conta.
- Eu sou tão parecida com ela assim? – perguntou, meio emburrada.
- Não, parecida não. – ela não deixou de notar que essa era a primeira vez que ele falava. – Você é igual.
Pronto, agora ele havia falado as palavras que ela não queria ouvir. Mas pelo menos estava falando.
- Eu dispenso as comparações. – ela cruzou os braços e ergueu o queixo.
Ah, a pobre Seele… Tão orgulhosa…, ele reprimiu um riso irônico. Mal sabia do que ele era capaz. Mal sabia do que ele poderia fazer se quisesse. Beijá-la? Possuí-la ali mesmo? Não… Talvez fosse melhor matá-la de uma vez por todas. Assim se livraria de ter de encarar a réplica de Anatte toda vez que viesse a Degen.
A situação era tão absurda que dessa vez ele não conseguiu deixar de sorrir enquanto considerava mentalmente as situações hipotéticas. Se estivesse sozinho, provavelmente teria dado uma grande e sonora gargalhada. Não que isso fosse exatamente típico dele.
- Me desculpe, prometo não tocar mais nesse assunto. – ele parecia estar sendo sincero, o que fez Seele baixar a guarda.
- Ei, é você quem estava tocando piano mais cedo, não? – a facilidade com que Seele passava de uma emoção a outra era incrível. Parecia que nada havia ocorrido. – Você toca bem. – os olhos dela brilhavam de genuína curiosidade. Ele arqueou uma sobrancelha e voltou a encará-la.
- Sim, era eu. Mas…
- Karl! – a voz vinda do escuro o interrompeu. Ele sabia de quem era a voz, mas parecia não acreditar na sua falta de sorte.
Ah não, Katharine, agora não. Talvez se ficasse em silêncio ela iria embora e não o incomodaria. Não, tarde demais…
- Karl, querido! Não imagina o quanto foi difícil encontrá-lo! Procurei por toda a Ordem…
Seele agora admirava a recém-chegada. Era uma jovem mulher, com longos cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Estava trajando um longo preto e era muito bonita. Com seu jeito frágil, parecia uma animalzinho assustado. Talvez um cão que tenha perdido o dono.
Bom, seja como for, ela acabou de encontrá-lo. Seele não pôde deixar de observar.
A mulher parecia feliz em ter encontrado Karl, mas não se podia dizer que era um sentimento recíproco.
- Katharine. – disse, sério e frio como nunca. Ele se levantou e caminhou até a mulher, que até então não havia dado pela presença da jovem Seele. Quando finalmente a viu, franziu o cenho, irritada. Não disse nada e virou as costas, a fim de acompanhar Karl. Quando estavam longe o suficiente para que Seele não pudesse ouvir, ela finalmente falou.
- O que pensa que estava fazendo com a filha de Anatte no bosque?
Ao ver que ele não respondia, Katharine ficou ainda mais irritada.
- Exijo que me responda!
Dessa vez, Karl parou de andar e olhou friamente para ela. Katharine não sabia o que, mas algo no olhar dele a assustava.
- Você não pode exigir nada de mim. – talvez fosse isso que a assustasse. O modo calmo com que ele falava, sem demonstrar o que sentia de verdade. Karl fez uma pausa, antes de continuar. – Não se esqueça, você não é insubstituível.
Aquele jeito frio de tratá-la fez Katharine sentir-se completamente inútil. Ela já não havia dado provas de seu amor? Não era boa pra ele? Sim, ela e dezenas de outras. Sentiu lágrimas se formarem nos seus olhos. Ele não estava olhando pra ela, afinal de contas, por que iria se importar? Caminharam em silêncio até a entrada do castelo, o que deu tempo a ela para se recompôr.
- Eu vou dormir. – anunciou ele. Certamente que Katharine estava desapontada, mas não diria nada. Era isso mesmo que ele queria.
- Boa noite. - sussurrou ela antes de beijá-lo. Karl correspondeu ao beijo, mas ela não teria mais dele naquela noite.
Esse palavra é bem legal mesmo (mesmo eu nao sabendo pronunciar =P), usando no seu livro então *-* Que por sinal, parece beem legal. Mas ah, coisa feia, voce me deixou super curiosa pra ler xD
Mas eu entendo esse ciume, ainda mais depois que copiaram dois textos meus. depimente –’
e como foi o aniversário da sua mãe? comeu muito? xD
*:
Ô miguxa pra gostar desse bumbum branco! ueahuaeuheahuaehueahuhea
Li o trecho do seu livro, e já disse que adorei, num já? Se não, tá dito agora! =D
Bjos miguxa! Ótimo fds!
;***
Eu, inguinorante do jeito que eu sou, nem sei pronunciar a palavra do título. xD Mas se esse não é o nome do livro, poderia ser. Ia ficar legal, pelo menos eu acho. :D
Bom, não li tudo, mas li a metade. :B Como eu não li tudo, não posso dizer que está ótimo, que já dá pra publicar, essas coisas - até porque, quem sou eu right? :B. Mas do que eu li, eu gostei. *-*
E quanto ao seu último comentário no meu blog… Obrigada por se preocupar. A situação já está melhor sim, mas daqui a pouco eu me fodo de novo. :D
:*
O nome do livro é Doppelgänger? (só pra ter certeza, porque depois da definição… xD). Poutz, sério, que massa. E o Karl era tipo, bem mais velho que a Seele? Porque, pelo que eu entendi, ele era apaixonado pela mãe dela e… argh, eu queria esse livro ç_ç sério, boto mó fé!
E é, acho que todo mundo já escreveu alguma coisa, acho até que já mencionei o livro que eu pretendia escrever, mas é uma idéia tão imatura… não sei, talvez eu ainda a leve pra frente - e olha, a minha história começava com uma menina alemã! :’D Seria uma história que envolveria 12 jovens ao redor do mundo, aí teria (claro) o brasileiro, teria um egípcio, a alemã, uma francesa e pans… pois é, me empolguei, talvez, se a idéia melhorar, eu prossiga com a história ;x
P.S.: acho que vou considerar a sua idéia de trazer um índio pra casa caso minha mãe faça uma proposta indecente de novo xD
o/
Eu não conheço nd de alemão! rs
Ah, gostei mt da parte do livro que vc postou…eu havia lido já, mas só consegui comentar agora…mas ainda táq valendo, né?!
Quando lançar vou querer ler…ah, pode deixar q eu compro ^^ vai ter desconto pra amigas, né?!rs Tenho certeza q venderá bem mais que Paulo Coelho…rs
Bjus e carinhos, fica com Deus
Eu prometo que volto para ler o texto, mas imagino que seja bom.
Quando eu voltar, confirmo minha opinião.
Bjitos!
Quando vc publicar esse livro me avise pra eu comprar, porque só por esse “tira-gosto” fiquei com vontade de ler o resto… =)
Tem mais trechos dele aqui no blog é? Vou procurar e apelar: não deixe que esse seja o último trecho nãããããããooo!!! (que drama, mas é sério..tá muito massa…)
bom fim de semana, não esqueça do meu apelo e..bjos!
Adoooro alemão! Sempre é bom conhecer uma ou outra palavra nova! ;D
Muito boa a parte do seu livro que vc publicou! Que loucura seria encontrar alguém idêntico a uma pessoa que vc amou e já falecida!
“– Não se esqueça, você não é insubstituível.” Amei essa frase, a força dela!