Kampai!

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30/06/2009 22:22 661 palavras 7 comentários

Desde que comecei a namorar com o André (7 meses e um pouquinho atrás) eu tenho aprendido muitas coisas sobre cultura japonesa. Na verdade, ele me ensina o que ele sabe, eu junto com o que eu sei e vou me virando. Também porque temos feito coisas “japonesas”. Eu que não era fã de comida japonesa aprendi a comer na casa dele (Oi? Sushi e yakisoba da sogra comandam!). Outras pequenas coisas a gente vai aprendendo.

Sábado fomos ao noivado de dois amigos do meu namorado. Fomos os primeiros a chegar, coisa que meu namorado estranhou. Afinal de contas 18:30 é 18:30 para os japoneses, não? Um tempo depois, as pessoas começaram a chegar. Um japonês, mais um casal de japoneses, mais um grupo de japoneses… Tá, eu até me viro bem no meio de desconhecidos, mas tipo, eram só japoneses. A impressão que eu tenho é que se eu fizer alguma coisa que os ofenda, vou sair linchada de lá. Ainda mais que estavam conversando em japonês também. Uma palavra ou outra eu acabo entendendo (depois de ver um monte de animes, queriam o que?), mas não deixa de ser menos assustador.

Sentei quietinha num canto enquanto o namorado tirava fotos dos noivos e de todo mundo. Não só porque o noivo tinha pedido, mas porque ele tem prazer nisso. Japoneses e câmeras: esse clichê é verdadeiro. Sorte que tinha um conhecido e fiquei conversando com ele enquanto os convidados terminavam de chegar. Eu conhecia os noivos, mas eles estavam ocupados dando atenção a todo mundo e acertando detalhes finais. Correu bem até a hora do brinde, ou Kampai!. Perguntei a um japonês que estava na mesma mesa que eu e ele muito calmamente me explicou. Como lá tinha um nihonjin, não poderíamos falar tin-tin!. No Japão, tin-tin significa “pênis pequeno”. Então imaginam quão bonita seria a cena da Marianinha aqui falando um tin-tin! todo animado no meio dos japoneses e eles desembainhando katanas e me perseguindo noite adentro. Aloka! Eu imaginei… E passei o resto da noite rindo. Na verdade, estou rindo até agora.

O jantar foi praticamente todo de comida japonesa. Tirando uma salada de legumes, arroz branco (que não era shirogohan) e uma carne ensopada. Bah, essas coisas eu como em casa né? Peguei só sushi (tinha de tudo quando é jeito e cor), nigirizushi, tempura, sashimi e umas saladas que até agora eu não sei do eram feitas, mas que eram boas pra dedéu. Eu sei que tinha kani no meio, e como kani eu como até com concreto, peguei. Comi os sushis de hashi, e até que me viro bem com eles. Meu namorado elogiou, até que eu fui comer o tempura. Tava pesado e o que a lorpa aqui fez? Espetou o tempura com o hashi! No Japão, é uma tremenda gafe espetar comida. Significa que você está oferecendo a comida pros mortos. Desespetei a comida rapidinho e continuei comendo. Pior que eu sabia que não podia e não lembrei na hora. Pra minha sorte, ninguém além do meu namorado viu. A imagem dos japoneses desembainhando katanas me veio a mente de novo, e não achei que seria legal sair correndo de salto alto.

No final, sempre vale a pena. Estar cercada de japoneses faz com que eu me sinta um pouco mais imersa na cultura, coisa que eu acho fantástica. Uma coisa que me fascina é o fato de buscarem perfeição e excelência técnica em tudo o que fazem. Tudo mesmo (um dia eu preciso fazer um post sobre os pães de mel da minha sogra). E o fato de pensarem no coletivo antes de pensarem no individual. Eu, pessoa egoísta, tenho muito a aprender.

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Creuza Queen Elizabeth

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28/06/2009 19:39 357 palavras comentar?

A nova pauta passará a ser: “Ao mestre com carinho”. A ideia é que vocês contem historinhas de algum professor que foi especial para vocês; aquele(a) marcante mesmo, de quem vocês guardam que provavelmente levarão para tooooda a vida.

Toda a vida vamos ter professores que nos marcam. Alguns de forma mais indelével do que outros. É fácil gostar do professor brincalhão, do professor gente boa. Mas duvido que esses professores marquem mais do que professores como a Creuza.

Ela era lenda na minha escola (e na cidade, e provavelmente no estado). Quando entrou na minha sala pela primeira vez, até senti um calafrio. Mandou que arrumássemos a bagunça e frisou: fileiras indianas. Nada mais de sentar junto, de carteira – e aluno – fora do respectivo lugar. Aquela senhora de um metro e meio tinha porte de rainha e nós a respeitávamos incondicionalmente. Pelas costas, a chamávamos de Creuza Queen Elizabeth. Foi minha professora de Geografia durante praticamente todo o colegial, e eu nunca aprendi tanto sobre uma matéria.

Creuza não passava a mão na sua cabeça. Ela cobrava. Ela tirava pontos se achasse que sua resposta não estava de acordo. Mas se ela nos cobrava dessa forma, é porque nunca deixou nada a desejar com relação a matéria. Ela explicava como ninguém. Eu era boa aluna, mas era dispersa e tinha um sério problema de “bicho-carpinteiro” (termo que os professores usavam pra dizer que eu não parava quieta). Por isso, estava sempre na linha de frente dos olhares fulminantes da professora. E que olhares! Creuza é lembrada especialmente por seus olhares matadores, que dirigia aos alunos engraçadinhos como eu.

Professora, desnecessário dizer que pessoas como você nos transformam em seres humanos melhores. Tentar me ensinar ao mesmo tempo que tenta me disciplinar não é nem de longe tarefa fácil. Mas a senhora conseguiu! Então vou me abster de mais comentários e terminar por aqui.

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The Moonwalker – Parte II

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26/06/2009 14:50 804 palavras 5 comentários

Quando eu escrevi esse post, não imaginava que ficaria tão chateada por ter deixado tanta coisa de fora. É certo que vamos ter uma overdose de Beat it e Thriller nos próximos dias. Os passinhos de Beat it e o clipe de Thriller estão entranhados no imaginário coletivo. Mas Michael Jackson é muito mais do que isso.

Aí vão mais 7 músicas dele que eu adoro. Sei que ainda vai faltar coisa, mas paciência. Não é pra fazer uma compilação mesmo.

7) Liberian girl (Bad – 1987): Perto de outros sucessos estrondosos do álbum Bad, Liberian girl passa batida muitas vezes. Injusto, porque é uma balada maravilhosa. E quando você vê, o refrão já grudou na sua cabeça. I love you, liberian girl! All the time! Uma coisa legal sobre o clipe é que praticamente todo mundo que era alguém na década de 80 está nele. Tem inclusive meu ídolo master nerd, ‘Weird Al’ Yankovic. Ele proporciona os momentos mais legais (e engraçados) do clipe.

6) Remember the time (Dangerous – 1992): Dangerous não é o álbum mais famoso, mas é recheado de músicas perfeitas. Eu sei principalmente porque esse eu tinha! Eu falei aqui no blog uma vez que Michael Jackson é o único cara branco que tinha soul. Essa música é cheia de soul. E Michael sabia que clipes-superproduções eram a maneira mais efetiva de divulgar suas músicas. Dêem só uma olhada: Eddie Murphy, Iman, Magic Johnson…

5) Leave me alone (Bad – 1988): Se você já viu o filme Moonwalker em alguma das centenas de vezes que ele foi reprisado no Cinema em casa do SBT, certamente conhece essa música. É fácil associar Michael aos escândalos que o rondam, e essa música (na verdade mais o clipe) é uma resposta bem-humorada as acusações da imprensa. O clipe é mais uma das obras-primas dele. Stop motion, com manchetes impagáveis nos jornais.

4) Speed demon (Bad – 1988): Eu amava Moonwalker, e amava duas partes em especial. Uma delas é Smooth criminal, que eu citei no post anterior. Essa é a outra. A música + bonecos de massinha + Michael-coelho-de-massinha faziam o meu dia! Os dois dançando juntos no final e a placa, nossa, bom demais.

3) Blood on the dance floor (Blood on the Dance Floor: HIStory in the Mix – 1997): Música pra dançar! mais uma daquelas músicas irresistíveis, que fazem você começar a dançar sem perceber. Injustiça dizer que nada mais de bom foi produzido depois de Thriller. Thriller não é nem meu álbum favorito, e nem acho que foi a melhor coisa já feita por Michael Jackson.

2) Get on the floor (Off the wall – 1979): Michael Jackson era imbatível fazendo música disco. Eu acho que nos anos 70. ele está bem acima de nomes como Donna Summer ou Earth, Wind & Fire. Podemos animar uma festa de horas e horas só usando músicas dele.

1) Shake your body (Shake Your Body – 1978): Eu não resisti! Essa música não é bem só do Michael, uma vez que é um single que foi lançado com os irmãos. A banda tinha então o nome de The Jacksons. É mais uma música disco. Deliciosa, dançante, grudenta! As vezes estou em casa fazendo alguma coisa longe do computador e coloco essa música quando preciso me animar. Funciona, e como funciona!

0) Can you feel it (Triumph – 1980): Tá, eu sei que já falei dessa música na primeira playlist de corrida. Mas sabe quando você sente que nunca vai ser capaz de fazer o suficiente? Eu sinto que nunca vou conseguir falar exatamente o que essa música faz por mim. Michael não canta essa música sozinho, ele está acompanhado do irmão Randy. Mas quando Michael começa a cantar… É impressionante! Sério, ouçam, ao menos uma vez na vida.