Então que um milhão de anos atrás… Tá, pelo menos uns 9. Eu curtia trocar correspondência com o povo pelo correio. Achava divertido escrever cartas, e tenho um calo portentoso no dedo médio da mão direita por conta disso. No auge, recebia 20 cartas por semana. O carteiro devia me amar, imaginem vocês. Carregar um saco cheio (ui!) de cartas no calor de Corumbá (48°C na sombra. não é piada) não deve ser uma tarefa das mais gostosas.
Exatamente por isso eu já deixava comprada uma cartela de selos de um centavo. Pra quem não sabe, uma carta com até 10 gramas pode ser enviada como carta social. Pra isso, é só escrever “carta social” logo abaixo de onde se cola o selo e prontinho, você manda uma carta de um centavinho só pra qualquer lugar do Brasil. Obviamente eu fazia a festa. Escrevia tudo, selava em casa mesmo e só passava numa caixa de correio pra colocar as cartas. Sem fila, sem chororô. A vida era boa.
Esse ano o espírito natalino baixou em mim, e mesmo tendo cantado bastante, ele ainda não subiu. Então decidi que enviaria cartões pra alguns amigos e familiares. Comprei os cartões, escrevi alguns e hoje fui a agência dos correios comprar minha cartelinha querida de selos de um centavo. Saí de casa debaixo de um sol escaldante, um calor de fritar ovo no asfalto e subi as três ladeiras até chegar ao correio da praça. Sabe como é, toda cidadezinha de interiorrrr tem uma praça no centro com uma igreja no meio. Só que aqui os putos sacanearam e contruíram o centro no ponto mais alto da região. Delícia. Subi até lá e entrei no correio. Peguei minha senha e… 232… Sendo que tá atendendo o número 200… Okey tia, tem ar-condicionado aqui, vou sentar bonitinha e esperar. 32 apitinhos do negócio de senha depois, chega a minha vez. Segue o diálogo insólito.
- Oi, eu queria comprar uma cartela de selos de um centavo.
- Ah, você vai ficar brava comigo… Não posso mais vender cartela de selo de um centavo…
- Ahn… Por que não?
- Porque comerciantes estavam usando… E mimimi o limite é de cinco cartas por dia por pessoa mimimi só trazer aqui cinco cartas por dia que eu selo pra você…
Respira, respira, Mariana. Subir todos os dias, nesse calor da moléstia, trazendo as minhas 5 cartinhas por dia? E esperar nessa fila ridícula? Não consegui disfarçar a minha cara de cu cagado. Ultimamente ando achando difícil ser cordial, porque olha, me considero uma pessoa paciente. Mas estou cansada de ter minha paciência testada.
- Ah, você pode vir aqui que a gente sela a carta rapidinho! Não precisa nem pegar a fila!
Isso ajuda tia. Mas a possibilidade de ter que subir todas essas ladeiras 3 vezes (porque tenho que enviar 12 cartas) ainda me causa calafrios. Sabe, não sou preguiçosa. Me orgulho de caminhar DOZE QUILÔMETROS E MEIO por dia. Mas fazer esse percurso de dia com o sol forte na cabeça não é coisa de gente.
Foi aí que o Espírito Natalino subiu e baixou o Conan em mim. Peguei minha espada, subi no balcão e decaptei meia dúzia de rufiões. Como eles ousam? Senhor, COMO ELES OUSAM? Se eu pudesse resolver tudo da mesma forma como resolvo na minha cabeça… Agradeci e saí do correio. Até pensei em comprar um milkshake pra adoçar a amargura, mas né, eu não gosto de sorvete. Ainda tive que aturar um bizarro me seguindo… Sério. O cara assobiou pra mim e me seguiu por meia Bragança (o que deve dar uns três quarteirões).
Eu só queria mandar cartões de Natal… Só que queria que todos sentissem o júbilo e todas aquelas palavras engraçadas que só ouvimos no fim de ano. Diz aí, você não dá risada da palavra “panetone”? E “rabanada”? Ah, mas você riu de rabanada! Ok, talvez eu esteja com sono. Ou talvez esteja ficando louca de ver o universo me dando pescotapa por conta do meu inferno astral. Meu aniversário é daqui uma semana. Talvez fosse melhor eu me enfiar debaixo da minha cama. E fazer poesias.
P.S.: Comecei a escrever esse post dia 3 de dezembro. Acabei agorinha.
P.P.S.: Continuo relapsa em relação a visitação de blogs alheios. Olha, não tenho visitado nem o meu.
Então, começando do começo. Eu sou fã de castanhas e como todas. Nozes, amêndoas, avelãs, pistache (que é um dos poucos sorvetes que eu como, inclusive), amendoim… Mas sabem como é, castanhas em geral costumam ser caras e a gente não as come em escala industrial. Heh.
No começo no ano, fui a Natal ficar uns dias com o namorado. Sabe como é, Natal, montes de cajueiros e castanhas de caju. Aos montes. Aos quilos. Em todas as variedades que você puder imaginar. Meu namorado comprou QUILOS (sem brincadeira), que ficavam guardados dentro do armário do hotel. Uma tarde, fiquei com fome e catei um pouco de castanhas de caju na variedade “com gergelim”. Comi um tanto e não demorou 5 minutos pra eu começar a sentir um enjôo violento e colocar tudo pra fora. Essa não foi a única reação violenta causada pelas tais castanhas. Mas é a única contável por aqui. Na época, achei que era porque meu corpo estava revoltado com doces e enjoado por conta da pílula, que muito recentemente eu tinha voltado a tomar. Tá.
Mês passado o namorado foi ao interior de SP e voltou com 6 kg de amendoim. Me deu 2 kg pra fazer tranqueiras aqui em casa. Pois bem, mamãe e eu fizemos pé de moleque. Eu consumi então o tal amendoim de trocentas formas. Tá, foram duas, mas foi o suficiente. Um fim de semana de 4 dias me entupindo de amendoim. No terceiro dia, eu estava tão inchada que reclamei com o namorado. Ele estranhou. Eu disse que devia ser coisa de mulher, sabe como é, a gente tende a reter água e outras viadagens do tipo.
No quarto dia eu voltei pra casa, linda, loura e japonesa. Eu não estava inchada. Estava INCHADA. Não havia roupa que coubesse em mim, então vesti meu velho moletom roxo-cor-de-fundo-de-caixão e fiquei deitada na cama com raiva da vida e dos amendoins. Quase tive um momento Scarlet O’Hara, assim, erguendo um punho ao céu e jurando que jamais comeria amendoim novamente. Eu estava toda empolada, me coçando horrores. Mamãe em pânico, não queria que eu dormisse com medo de que minha garganta fechasse.
A alegria no meu coração já não podia ser contida: eu havia acabado de ganhar uma alergia nova! Valeuzão, mas não precisava. Eu já sou alérgica a perfume, picada de abelha, uma variedade de maquiagens, calor (JURO), novela do Manoel Carlos… Posso trocar por um tique nervoso?
P.S.: Não, eu não gosto de sorvete. Mesmo. Só tomo sorvete verde (de menta ou pistache).
P.P.S.: Sim, sou mesmo alérgica a calor. Sou uma piada ambulante.
P.P.P.S.: Esse post estava salvo no meu Live Writer. Só estou postando hoje porque é dia 09/09/09. Adoooooro esses números cabalísticos!
Porque esse é o meu jeitinho.
Assim, o blog (e consequentemente tudo que está hospedado aqui no Popnoid.com) ficou fora do ar quase 5 dias por conta de um pobrema no servidor. E querem saber? Eu achei foi jóia. Nesses 5 dias eu tava de bode, e meu bode era tão, mas TÃO grande que se eu postasse, só ia sair um mimimi imenso. E olha que eu tava com vontade de escrever. Só iam sair lamúrias, geral ia parar de ler porque ia descobrir como posso ser chata quando estou de bode. Não que eu já não seja naturalmente chata, mas enfim.
Eu sou assim, preciso de um tempo pra ficar quieta no meu canto [novela mexicana]catando os pedaços do que sobrou de mim[/novela mexicana]. Daí eu fico boa de novo. Ou volto ao normal, o que não é exatamente “ficar boa”.
Então, o drama todo é porque esse ano não vou me formar com a minha turma. Em teoria, estou no 5º e último ano. Na prática, por conta de outro pobrema, perdi o ano todo. E não miguxinhos, não foi porque repeti o ano. Eis que ontem eu fui numa visita técnica com a minha turma e mais algumas pessoas do 4º ano, que será a minha turma no ano que vem. Estava eu lá, muito sincera, dizendo o quanto achava a turma do 4º ano pau no cu e mimimi mimimi, quando uma das meninas do 4º ano sentou com a gente e disse que ela era legal. Tá, eu mal te conheço pra falar, mas pelo menos eu sou sincera. Quero dizer, eu digo que sou sincera pra encobrir meu complexo de alfinete. É que eu vivo dando furo.
E tem mais um pobrema. Não é segredo pra ninguém lá na faculdade que a minha turma (med vet 2005 tá?) é super querida pelos professores. E algumas pessoas das outras turmas se ressentem por isso. Daí também não é problema meu, já que eu sou daquelas que não faz questão de ser simpática. Quero dizer, olhando assim parece que a pau no cu sou eu, o que também não deixa (com x, pelo amor de Deus!) de ser verdade. E eu sei que tem pessoas legais no 4º ano. Acho.
Ano que vem, é nóis no 5º ano. De novo. Aicu.
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