23 de novembro de 2008

Categorias: /s2 892 hits
23/11/2009 15:50 613 palavras 16 comentários

Era uma linda manhã de domingo. Pessoas normais estariam dormindo. Outras estariam indo a missa. Eu estava acordada. Levando em consideração o tanto que eu adoro domingos e o tanto que adoro acordar cedo, podia-se deduzir que se tratava de algo grande. Oh, e era.

Como sempre, eu estava em pânico. Tenho uma tendência um pouco chata a ser fatalista por demais e esperar sempre o pior de tudo. Ajuda a não me decepcionar. Já não tinha ido dormir muito cedo e estava de pé logo cedinho. Olheiras sob meus olhos. O cabelo, uma tragédia. Como vocês podem imaginar, por mais perfeita e maravilhosa que eu seja, não acordo lá muito bem. Tomei um banho rápido e fiquei esperando. Eu podia, sei lá, infartar do nada a qualquer momento, tamanho o nervosismo. Naquela hora, podia cair um cometa no meio da minha sala que eu sequer iria notar. Olhei pela janela e vi muito, muito sol. Um dia lindo demais. Mas já falei que era um dia bonito, não? Eu não sei como seguir adiante. Estou tentando.

O telefone tocou e era tudo que eu precisava no momento. Bati no teto, cai no sofá e bati no teto de novo. Daí resolvi atender o telefone. Fantástico, ele já estava aqui. Na verdade, ele estava na porta da minha casa. Meu Deus, o que eu faço? Mato? Morro? Compro uma bicicleta? Bom, fui atender a porta. Eu não sei se ele falou alguma coisa. Se eu falei também, não me lembro. Estava com a boca tão seca que provavelmente não teria conseguido falar nada mesmo. Eu tenho dessas, minhas memória me prega peças. Não lembro de algumas coisas, mas detalhes como a roupa que cada um estava usando não me saem da cabeça.

A gente se abraçou, e eu poderia usar de muitos clichês aqui. Mas o que aconteceu mesmo mesmo foi que eu ouvi um clique. Peças se encaixando. Por mais que as peças fossem tão parecidas, quase iguais, elas se encaixavam.*

Eu sei que nos afastamos, os dois ligeiramente sem-graças. Eu sei porque depois ele me disse que tinha sentido a mesma coisa. E daí em diante, as coisas foram acontecendo numa velocidade assustadora. Um dia, uma semana, um mês. Agora finalmente um ano. E parece que faz bem menos tempo que eu estava entrando em pânico na sala da minha casa. Mas também parece que faz muito mais tempo, como se eu tivesse vivido uma vida inteira nesse ano que passou.

Já desisti de tentar entender todas essas reações e todos esses sentimentos. A verdade é que quando estou perto dele (e mesmo quando não estamos perto um dos outro), parece que sinto tanta coisa que não consigo descrever. E mesmo se tentasse, nunca sairia algo satisfatório. Porque me faz sair do sério com facilidade. Porque num segundo eu me sinto tão repleta de alegria que poderia morrer um pouquinho. Porque eu já não vejo a chuva da mesma forma.

Você sabe que eu te amo. Talvez já amasse antes mesmo de te conhecer. Eu te amo não porque somos almas-gêmeas. Eu te amo porque vejo as coisas em você que são diferentes de mim, e amo cada uma delas. Não espero um futuro perfeito, populado de zoiudinhos. Vou estar feliz enquanto você estiver por perto, mo.

Ler mais…







O drama da castanha

Categorias: /s2, Drama gal, Nonsense 793 hits
09/09/2009 17:08 496 palavras 7 comentários

Então, começando do começo. Eu sou fã de castanhas e como todas. Nozes, amêndoas, avelãs, pistache (que é um dos poucos sorvetes que eu como, inclusive), amendoim… Mas sabem como é, castanhas em geral costumam ser caras e a gente não as come em escala industrial. Heh.

No começo no ano, fui a Natal ficar uns dias com o namorado. Sabe como é, Natal, montes de cajueiros e castanhas de caju. Aos montes. Aos quilos. Em todas as variedades que você puder imaginar. Meu namorado comprou QUILOS (sem brincadeira), que ficavam guardados dentro do armário do hotel. Uma tarde, fiquei com fome e catei um pouco de castanhas de caju na variedade “com gergelim”. Comi um tanto e não demorou 5 minutos pra eu começar a sentir um enjôo violento e colocar tudo pra fora. Essa não foi a única reação violenta causada pelas tais castanhas. Mas é a única contável por aqui. Na época, achei que era porque meu corpo estava revoltado com doces e enjoado por conta da pílula, que muito recentemente eu tinha voltado a tomar. Tá.

Mês passado o namorado foi ao interior de SP e voltou com 6 kg de amendoim. Me deu 2 kg pra fazer tranqueiras aqui em casa. Pois bem, mamãe e eu fizemos pé de moleque. Eu consumi então o tal amendoim de trocentas formas. Tá, foram duas, mas foi o suficiente. Um fim de semana de 4 dias me entupindo de amendoim. No terceiro dia, eu estava tão inchada que reclamei com o namorado. Ele estranhou. Eu disse que devia ser coisa de mulher, sabe como é, a gente tende a reter água e outras viadagens do tipo.

No quarto dia eu voltei pra casa, linda, loura e japonesa. Eu não estava inchada. Estava INCHADA. Não havia roupa que coubesse em mim, então vesti meu velho moletom roxo-cor-de-fundo-de-caixão e fiquei deitada na cama com raiva da vida e dos amendoins. Quase tive um momento Scarlet O’Hara, assim, erguendo um punho ao céu e jurando que jamais comeria amendoim novamente. Eu estava toda empolada, me coçando horrores. Mamãe em pânico, não queria que eu dormisse com medo de que minha garganta fechasse.

A alegria no meu coração já não podia ser contida: eu havia acabado de ganhar uma alergia nova! Valeuzão, mas não precisava. Eu já sou alérgica a perfume, picada de abelha, uma variedade de maquiagens, calor (JURO), novela do Manoel Carlos… Posso trocar por um tique nervoso?

P.S.: Não, eu não gosto de sorvete. Mesmo. Só tomo sorvete verde (de menta ou pistache).
P.P.S.: Sim, sou mesmo alérgica a calor. Sou uma piada ambulante.
P.P.P.S.: Esse post estava salvo no meu Live Writer. Só estou postando hoje porque é dia 09/09/09. Adoooooro esses números cabalísticos!







Over the distance

Categorias: /s2 986 hits
31/07/2009 00:00 189 palavras 26 comentários

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

- Por que uma das caveiruxas tem um traço no lugar dos olhos?
- Porque é uma caveiruxa japonesa. XD

Há um ano atrás, as coisas eram bem diferentes. Há um ano atrás eu nunca imaginaria que um ano depois estaria namorando novamente. E jamais imaginaria ter uma pessoa tão maravilhosa na minha vida. Sei que um ano atrás você estava num lugar inóspito comemorando seu aniversário. Bem, as coisas mudam, mas nem tanto…

Você está longe, e não é a primeira e nem a última vez. Faz falta não ter você aqui comigo e não poder encostar meu nariz no gelado no seu pescoço pra me esquentar. Ou ouvir você dizendo que me ama. Mas eu espero você voltar pra compensar, ok? Tenho mais motivos do que você imagina pra comemorar o seu aniversário. Ah sim…

Eu te amo!
Feliz aniversário!

Tonde yukitai ima sugu aitai
Jibun no mimi de ai shiteru-tte kikitai no
Shinjite itai mamotte itai
Tsunagatte itai…