(quase) Morrendo na praia

Categorias: Desventuras, Tudo de Blog
15/10/2009 17:41 536 palavras 25 comentários

Sorte! Qual o dia que vocês lembram de ter tido mais sorte na vida??? O que rolou? Por que foi uma questão de sorte?

Natal, praia de Ponta Negra Natal, praia de Ponta Negra

Era um dia lindo, um dos dias mais bonitos que eu vi em Natal. O sol estava forte e eu comecei a ficar preocupada. Achei que tinha perdido a hora porque estava distraída tirando fotos, mas eram 9:40 ainda. Aí eu decidi entrar no mar e sim, foi a coisa mais estúpida que eu poderia ter feito. Estava com a água pela cintura e o mar não parecia estar tão bravo. Maré baixa né?

Eu estava me divertindo com as ondas batendo em mim, tomando alguns mini-caldos. Mal conseguia abrir os olhos por conta da água salgada, mas tava tudo beleza. Foi aí que o mar começou a recuar com vontade, e quem já nadou no mar sabe que isso é sinal de onda grande. Fui puxada pra muito longe de onde eu estava quando vi o paredão de água vindo. Nesse momento, juro, a coisa aconteceu tão devagar que devo ter visto minha vida passar diante dos meus olhos umas cinco vezes. Eu estava vendo tudo em câmera lenta. Mergulhei pra não tomar uma pancada muito grande e acabei sendo arrastada mais pro fundo. Não me pergunte como, leis da física não se aplicam à mim.

Eu não conseguia mais tocar o chão, e quando finalmente consegui, cortei meu pé em rochas afiadas. Nadei com vontade pra perto da praia e não vi outra onda grande vindo. Pensem em coisas que ardem. Nada se compara a engolir água salgada pelo nariz.

Depois dessa onda grande consegui achar areia e caminhei até a praia, com mais ondas tentando me arrastar pro Reino das Águas Claras. Quando finalmente cheguei a praia, saí praticamente me arrastando da água, de quatro. Cuspindo água salgada e com areia até na testa. Quando finalmente consigo me levantar e recuperar a dignidade ajeitando o meu biquini, vejo um travesti de um metro e noventa gritando comigo:
- PROTETOOOOOOOR! VOCÊ TEM QUE USAR PROTETOOOOOR!!!
Enquanto fazia gestos como se passasse algo no corpo. Ele gritava bem pausadamente, como se eu não entendesse a língua dele. Na certa estava achando que eu era uma gringa burra que nunca tinha ido à uma praia tropical. Mas como a intenção era bonitinha, agradeci. Peguei minhas coisas e fui embora da praia.

Vocês podem achar que foi um baita de um azar tudo o que aconteceu. Eu acho que eu tive foi muita sorte. Afinal de contas, se Iemanjá não tivesse devolvido a oferenda, eu não poderia estar aqui contando isso.

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Manifesto da nova Mariana

Categorias: Tudo de Blog
08/10/2009 17:06 283 palavras 13 comentários

Guilty pleasures – Que pequenos prazeres vocês se permitem para animar um pouco a vida? Essa pauta é beeeeeeeeem fofa e vale de tudo! De coisas mulherzinhas e comidas gostosas até as coisas mais estranhas, que ninguém entende, mas que são uma delícia! Eu, por exemplo, adooooro tomar aqueles banhos bem demorados, passar um monte de creme e depois deitar na cama com uma barra de chocolate ou entrar numa livraria só pra passar a mão nos livros novos. Delícia! :)

Eu não gosto de assumir que tenho prazeres do tipo “mulherzinha”. É complicado ser mulher hoje em dia. Precisamos ter atitude, uma carreira de sucesso, sermos confiantes, inteligentes e, como se não bastasse, ainda nos apresentarmos com um aparência impecável. Não que eu esteja reclamando, não é bem uma reclamação. A verdade é que no fundo eu gosto de ter coisinhas fofas como maquiagem e esmalte a meu favor.

Quando eu era pequena, eu tinha vergonha de dizer que minha cor favorita é rosa. Eu pensava que aquilo iria se não me transformar numa garotinha burra, pelo menos reforçaria esse estereótipo. É por isso que eu aprecio tanto o ambiente de um salão de beleza. Nada como umas horinhas pra cuidar de mim, sem ter que provar nada a ninguém! Poder ter a mais fútil das conversas enquanto decido qual tom de vermelho vou passar nas unhas dessa vez.

Óbvio que passar um dia inteirinho no salão não vai me ajudar a ganhar um prêmio Nobel. Mas quando eu ganhar um (e vocês podem apostar que eu vou), vou estar fabulosa. =D







E em minha defesa, quem fala?

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06/10/2009 19:59 347 palavras 11 comentários

Enem: e agora? O que vocês acharam dessa confusão toda? O que sentiram quando souberam do adiamento da prova? Revolta ou alívio? O que fica de tudo é que o Brasil é mesmo uma bagunça? Ou isso acontece mesmo? Vocês podem escrever o que pensam do acontecido, mesmo que não estejam se preparando para a prova, ok?

9 anos atrás, quando fiz a prova do ENEM pela primeira vez, senti que participava de algo importante. Eu estava então no segundo ano do ensino médio, mas tinha noção de que era uma nota que poderia mudar a minha chance numa faculdade de renome. Por que então, 9 anos depois disso e quase formada na faculdade, eu me vejo diante de mais uma dessas intermináveis falhas brasileiras? Não estou falando de uma ou duas pessoas, mas sim de milhões de estudantes que vão ser duplamente prejudicados. Primeiro por terem se programado pra uma prova que não vai acontecer na data prevista, e segundo porque a nova data da prova coincide com a data de vestibulares importantes. Como já disse anteriormente, já estou numa faculdade e me formo ano que vem. Muita gente pode achar que não é problema meu, porque não me afeta. Mas querem saber de uma coisa? É problema de todo mundo. Enquanto as pessoas pensarem dessa forma, uma vergonha vai suceder a outra, infinitamente. E quando você esperar que falem em sua defesa, adivinhe: não vai ter ninguém.

Primeiro vieram buscar os comunistas, e eu me calei – porque não era comunista;
Então vieram buscar os socialistas, e eu me calei – porque eu não era socialista;
Então vieram buscar os sindicalistas, e eu me calei – porque eu não era sindicalista;
Então vieram buscar os judeus, e eu me calei – porque eu não era judeu;
Então vieram me buscar – e já não havia mais ninguém pra falar em minha defesa.

Martin Niemöller