Era pra ser um simples passeio de fim de semana (ou feriado) no balneário Vale do Sol (ou Buraco do Sol). Lugar muito bonito, com o morro da Banda Alta (ou Bunda Alta) no fundo. Piscina, Sol, Trakinas e muita bagunça. Mas Chapolin que é Chapolin não fica longe de confusão por muito tempo, não é??
O lugar fica do lado de uma espécie de fazenda abandonada, e com Vanessa (Tefa) na liderança, fomos eu e Bruh dar uma olhada no lugar. Uma pena que era muito bem cercado, mas vocês não acham que a gente deu um jeito de pular a cerca? Bruh ficou com medo do mato e resolveu voltar. Assim era até melhor, que ela buscava a câmera digital (ou pixital) dela e a gente tirava foto pra provar que tinha ido mesmo lá.
Quando a gente finalmente se viu na tal da fazenda, olha, eu fiquei com a cara no chão se vocês querem saber. O lugar era lindo pra c*r*lho!!! Devia fazer décadas que ninguém pisava ali! Demos uma explorada e achamos até pixações da década de 40. Numa das construções, dava pra ler a data 1889. Tinha dois chafarizes lindos, e eu fiquei ali com a maior cara de pastel imaginando como devia ser tudo aquilo antes de ser abandonado.
Pra minha surpresa, Bruh voltou acompanhada dos homens! Aí todo mundo pulou a cerca e veio olhar também. Não tínhamos conseguido entrar em uma das construções, então Alex Japa deu um “jeitinho”: arrombou a porta! Só faltava olhar uma das casas, então fomos. Era a mais bonita e bem conservada de todas, mas quando abrimos a porta… Centenas de morcegos esvoaçando! Eu não tenho muita simpatia por esse bicho, então nem fiquei muito por lá…
Foi então que o mais sinistro aconteceu. Alex tinha levado um celular, que ainda não funciona porque é muuuuuuuito moderno e ainda está sendo habilitado aqui pra Corumbá. Ele trouxe o tal cel. pra tirar foto. VOCÊS ACREDITAM QUE O CELULAR TOCOU??!!
Nessa última casa, tinha uma trilha que descia e outra que subia. Como a minha cota de aventuras já estava mais do que esgotada, resolvi voltar. Mas Vanessa, Alex e Rafael queriam ver onde dava a tal da trilha e foram. Eu, Erico, Bruh e Elzo voltamos. Quando já estávamos bem perto da saída, vimos os três aventureiros correndo que nem loucos. Lógico que eu pensei que era brincadeira, mas deu pra ver pela cara de desespero deles que não era não… Atrás vinha um Tiozim, não se sabe por que, correndo atrás deles… Sei que na fuga, Bruh ficou tão desesperada que deixou um chumaço de cabelo no arame farpado e ainda arranjou um puta arranhão na perna.
O que aconteceu, segundo Vanessa:
Eles seguiram a trilha até uma outra casa, e entraram. Só que a casa estava repleta de coisas de cozinha, uma churrasqueira e mais umas coisas que pareciam saídas de um filme de terror (ou de macumba). Sei que eles viram um Tiozim com uma roupa esfarrapada, que perguntou:
- O que vocês estão fazendo aí?
Hahaha, pensa que eles ficaram pra responder? Deram no pé! O Tiozim ainda falou:
- Espera!
Alex não deixou por menos:
- Ha, vem pegar!
Acham que acabou nisso?? Ficamos um pouco do lado de fora da nossa cabana depois da correria toda, e começamos a ouvir tambores… Ótimo, um Tiozim que persegue e toca tambor! Só lamento pra Bruh, porque o cabelo que ela deixou na cerca vai é virar uma ziiiiiiiiica… Melhor: de noite, do nada, os cachorros começaram a uivar. E dava pra ouvir uma voz atiçando eles. Acham que eu dormi bem?? Agora sim eu posso dizer que meu fim de semana foi bem corrido! Graças a Deus estou bem e viva, mas carregar um patuá agora não é exagero…
Fotos (clique pra aumentar):
1ª) Uma das construções. Dá pra ler “1889″ no portal. No centro, uma espécie de forno enorme.
2ª) MORCEGOS!
3ª) Um dos chafarizes que haviam por lá.
Não entendeu nada? Eu explico
Em setembro de 2004, eu morava no estado do Mato Grosso do Sul, na cidade de Corumbá. E aproveitamos o feriado de 7 de setembro para passar o fim de semana num balneário um pouco longe da cidade. Lá tinha cabanas pra quem quisesse pernoitar, mas pouca gente ficava. O que está escrito acima foi postado no meu antigo blog em 9 de setembro de 2004. Foi o dia que mais senti medo na minha vida.









