De cair o cu da bunda!

Categorias: Causos Miguxos, Nonsense 778 hits
16/12/2009 12:22 748 palavras 7 comentários

Eu acho algumas palavras extremamente engraçadas. Estava até anotando algumas delas porque sei que vou me esquecer de tudo no minuto seguinte. Mas então to esquecendo de anotar porque né, sou disciplinada pra jogar FarmVille. E pra estudar coisas relacionadas a reprodução de grandes animais. Estão vendo? Pra alguma coisa eu sirvo. Então as palavras… Eu tenho um problema sério pra me concentrar em qualquer coisa, olha, sou dispersa.

Tem “rabanada” né? Eu citei no post passado, mas não disse porque acho essa palavra engraçada. É que estamos no fim do ano e todo mundo vai lá comer rabanadas. Adoro rabanadas, aliás. Mas pra mim é pegar o rabo da vaca e dar uma rabanada em alguém. Não um doce de pão dormido!

Muitas das coisas que eu ouvia da minha vó me faziam passar mal de tanto rir. Vovó era filha de uma senhora italiana, tipo matrona pelo que ouço dos parentes mais velhos. Algumas das palavras que ela usava eram de origem italiana, que convenhamos, é uma língua bonita e também bastante gozada. Imagino que tenha saído daí o tal “furdúncio”. Pros não iniciados, “furdúncio” significa bagunça. Crianças felizes, risonhas e pimponas que éramos, tocávamos o puteiro na casa da vó. Ela chegava e indagava sobre o tal “furdúncio” que a gente tinha feito. Eu, discreta que sou, caía na gargalhada. Isso quando ela não resolvia chamar os filhos de “impiastro”. Por sinal, essa sim é uma palavra italiana. Em português, é simplesmente “emplastro”: uma forma de aplicar medicamentos em forma de pasta diretamente na pele. Na gíria pura e simples, “impiastro” é “chato, pentelho”. Olha que bonitinho, agora você já pode xingar seus amiguinhos em italiano! Obviamente, conheço todos os palavrões cabeludos em italiano, mas nem vovó nem ninguem da família os usava. Alguém tem que ser educado pra compensar a lorpa aqui né? Opa, outra palavra legal: “lorpa”! Significa “imbecil, pateta”. Essa minha mãe usa com certa frequência. Eu acabo usando também, o que me deixa de vez em quando com certo medinho de me transformar na minha mãe algum dia. Mas isso é assunto pra outro post.

Já repararam na quantidade de palavras engraçadas que começam com a letra “f”? Eu já citei “furdúncio”, mas outra que me faz passar mal de tanto rir é o tal do “furibundo”. Essa palavra significa “irado”, mas olha, só consigo imaginar um furo na bunda. E furo na bunda todos temos, e eu continuo rindo do mesmo jeito. Talvez o melhor sejam aquelas palavras que a gente não entende direito e acaba tentando achar um significado pra elas. “forfé” é um exemplo clássico. No original, é “forfait”, uma palavra de origem francesa que sigfica “penalidade, punição”. Aqui no Brasil, adivinhem, virou sinônimo de “bagunça”. O que eu acho jóia, porque se não rolar o furdúncio, a gente parte pro forfé!

Ainda sobre palavras que a gente não conhece/não entende, tenho uma história ótima. Uma amiga minha, vinda de São Paulo aqui pra Bragança Paulista (eu deixo vocês fazerem as piadas com linguiça aqui, podem começar), ainda não estava muito familiarizada com o linguajar dos nativos. Eis que um dia ela estava conversando com uma nativa BEM NATIVA, que contava sobre um “pudinho” que caiu no “córgo”. Na cabeça da minha amiga, “pudinho” era diminutivo pra “pudim”, que ela imaginou se tratar de um “pudim de cachaça”. Logo, “córgo” só poderia ser o tal bar onde o bêbado estava e acabou caindo porque tinha entornado muita pinga. Bom, “pudinho” era na verdade diminutivo de “poodle”, o cão. E “córgo”, pro pessoal que não é do interior, é nada mais do que um “córrego”. Um “riacho”, um “regato”, que seja. O cachorro caiu no riozinho. E minha amiga tava lá com cara de cu cagado imaginando que o bêbado tinha caído no bar. Aô, Bragança!

Outra coisa que me prende e me faz rir absurdamente são as expressões que escuto por aí. Por sinal, acabo usando algumas delas. Mas vou deixar esse assunto pra outro post, porque já me alonguei demais. E algum de vocês? Conhece alguma palavra/expressão de cair o cu da bunda? Sou toda ouvidos!







Se você procura a perfeição…

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30/04/2009 10:04 353 palavras 17 comentários

Seguinte: como conviver com aquela amiga “perfeita”? Sabem aquela amiga linda, inteligente, divertida, bem nascida (rykah!), simpática e que todo mundo baba por ela? Poisé. Como é conviver com alguém assim? Dá invejinha? Raiva de vez em quando? Orgulho? Inspiração para ser igual? Ou é indiferente pois afinal ela não é melhor que você?

Vai um pedaço de torta aí?Acho que todo mundo já lidou (ou vai lidar) com alguém assim na vida. É próprio do ser humano buscar ídolos e colocar algumas pessoas em pedestais, elevando-as a níveis ditos “inatingíveis”. Só que mais humano ainda é destruir esses ídolos, mostrando que eles não passam de meros humanos, como nós. Né mesmo, dona Britney?

Logo, aquela amiga perfeita precisa de um choque de realidade de vez em quando. É quase como se o cocô dela não fosse fedido. Dá pra fazer isso sem ser tachada de invejosa-chata-feia-e-boba? É difícil, mas é possível sim.

Pessoas perfeitas amam atenção. Acreditem, toda aquela perfeição está lá por alguma razão, e foi cuidadosamente preparada/aprendida. Quando ela contar alguma de suas histórias, boceje, revire os olhos e dê uma olhada não muito discreta no relógio. Ela só anda de sapato fechado? É por conta de um joanete do tamanho da Cordilheira do Himalaia. Já reparou que ela é meio vesguinha? Ela frita o gato olhando o peixe. Sério. Aos poucos veremos quantos outros humanos concordam com a gente e não veem a hora de falar suas impressões sobre a “perfeitinha”. O ser humano é uma criatura maldosa por natureza, e a fofoca está no nosso DNA assim como a cor dos nossos olhos.

Não é perfeito? Faça como eu, sirva de mau-exemplo! O mundo precisa mais de pessoas verdadeiras do que de modelos.

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Rockets to the sun

Categorias: Espelho, Mimimi 916 hits
01/04/2009 19:42 331 palavras comentar?

Ontem fui a casa de uma amiga, durante o intervalo entre duas aulas. As vezes é simplesmente assustador o quanto as coisas podem mudar em um ano. Sentada no sofá de frente pra ela, ficamos conversando e pensando na vida.

- E pensar que um ano atrás estávamos indo pro curso…
- É…

Uma das coisas que mais gosto nela é o fato de que não precisamos falar muito pra entender tudo o que se passa. Ficamos algum tempo ainda em silêncio.

Ano passado, nós duas lançamos foguetes em direção ao sol. Nós sabíamos que o que estávamos fazendo não daria certo, que era inconsequente e que só poderia acabar mal. Estávamos bem conscientes disso. Mas ainda assim nós fizemos. É surreal a quantidade de merda que a gente pode fazer de forma consciente. Consequências? Mais tarde a gente lida com elas. Melhor: consequências não são pra pessoas como nós.

Se havia algo no caminho de nossos foguetes, acabou sendo destruído/queimado. Sim, passamos por cima das pessoas. Podemos ter magoado outras. Podemos ter feito quem não tinha nada a ver com a história sofrer, mesmo sem a gente saber. E foi assim, arrasando tudo no caminho, que seguimos em frente. O pensamento comum era “Se as pessoas tiverem chance, são elas que farão questão de passar por cima de nós”.

Hoje meus foguetes estão destruídos. Não se lança foguetes em direção ao sol, todos sabem que é estúpido! Mas mesmo sendo estúpido, eu fiz. E não me arrependo. Não se pode ganhar todas, infelizmente. Tudo nessa vida tem um preço, e eu sei bem qual foi o meu. Se estou feliz hoje? Sim, posso afirmar com toda certeza. Já destruí foguetes demais. Hora de parar de fazer merda conscientemente.

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