Here comes the rain again…

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26/11/2008 03:54 222 palavras 43 comentários

Sim, eu sobrevivi! Quando você pensa que o ano acabou e que mais nada vai acontecer e mudar tudo, pense de novo! Foi um ano estranho, e ainda estou pagando pelos erros do primeiro semestre. Fiquei de exame de pelo menos duas matérias na faculdade. Mas quem disse que me importo? Eu estou ocupada demais sorrindo feito idiota pra ficar triste ou chateada.

Eu já me resolvi. Eu estou mesmo apaixonada, irremediavelmente apaixonada. Sabia que toda aquela saudade que eu estava sentindo não era algo normal. O que importa é que estou muito feliz, e espero que ele tenha noção do quanto está me fazendo bem.

Pra mim que eu já tinha tudo muito certo. Estava sozinha e assim ficaria por um bom tempo. Era minha decisão, e eu estava disposta a seguir com ela. Cabeça dura mesmo. Como ele conseguiu? Não faço idéia. Mas quando me dei conta, estava com ele. Olhando pra ele e sorrindo feito idiota. E de agora em diante tudo o que eu escrever vai sair excessivamente bobo, então estou parando por aqui.

I want to breathe in the open wind
I want to kiss like lovers do
I want to dive into your ocean
Is it raining with you







Movida a paixões

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15/11/2008 19:50 883 palavras 28 comentários

As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem explicar, e as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda, destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da mesa – ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar. Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele onde estão e vagueiam pelo mundo durante toda a vida. Há ainda as que não descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as paixões são tão diferentes quanto o são as pessoas.

Esse trecho está no primeiro capítulo do livro A História Sem Fim, do Michael Ende. Não é à toa que é meu livro favorito. E nesse pedacinho ele explicou bem o que cada um que se dedica à sua paixão sente. Na verdade, não explica nada porque nem nós podemos explicar!

E no meu caso, as paixões são o meu combustível. São elas que me inspiram, que me animam, que fazem com que eu me sinta mais viva… Paixões tão diferentes entre si mas igualmente importantes pra mim. Não sei se é porque eu sou assim digamos, meio intensa. =D Só que, quando eu me proponho a fazer algo, eu vou fazer com vontade, colocar a minha alma naquilo. Shorar oseanus se deu errado ou rir histericamente se tudo correu bem. Além de ficar extremamente chata e desandar a falar se alguém trouxer alguma das minhas paixões à baila. Daí coitado de quem estiver perto.

Não sei dizer qual foi a primeira de toda uma série de paixões/obsessões. Mas se for pelo óbvio, foi a música. Com 5 anos meus pais colocaram pra estudar piano, e desde então eu já perdi as contas de quantas vezes chorei de frustração por conta desse instrumento maldito. Quem estuda sabe como é: piano toma conta da sua vida. É poderoso, irresistível. E eu acho que alguns pianos têm alma, inclusive. Eu parei de tocar em 2003, e hoje provavelmente não lembro mais nem como se toca o Chopsticks (Chopsticks, pra quem não sabe, é a tal “música do danoninho”). Mas ainda hoje eu fico toda arrepiada quando ouço o som de um piano.

Houve uma época em que eu era apaixonada por desenhos. Não desenhos animados ou desenhos de outrem, mas sim o ato de desenhar. Sabia de cor os vários tipos de papel e lápis existentes, e até hoje tenho comigo duas lapiseiras da Pentel que são meus xodós (BTW, tenho as duas a quase 10 anos e ambas funcionam perfeitamente). Não fazia sentido porque eu não queria ser desenhista, muito menos sair por aí mostrando meus desenhos. Era uma obsessão minha, algo que eu queria guardar só pra mim. Até 2002 eu desenhava praticamente todo dia, e meus cadernos eram repletos de rascunhos. Era como respirar pra mim: eu tinha de fazer, do contrário não seria capaz de viver. Ontem, assim do nada, me deu vontade de desenhar. E o resultado foi uma porcaria gigante. Desaprendi? Eu acho que a paixão acabou se extinguindo… Alguns anos atrás eu teria continuado até que estivesse perfeito aos meus olhos (o que não é grande coisa, mas enfim…).

Eu até posso mudar o foco, mas as paixões continuam a me mover. E o que me move atualmente, além da música (que por mais que eu mude está sempre comigo), é a fotografia. Eu me pego olhando o céu e imaginando qual a melhor forma de enquadrar o pôr do sol… Não sei se essa vai ser mais uma daquelas minhas paixões que vai diminuindo diminuindo até sumir. O que importa é que ela está me movendo agora, e enquanto isso continuar, eu vou sair por aí com a minha humilde câmera pra tirar fotos.

Talvez eu esteja mesmo apaixonada pela minha vida. Feliz, tranquila… Com todo o drama e o mimimi que podem aparecer eventualmente. Ou talvez esteja sendo exagerada como sempre. Ou talvez eu tenha sido assim a vida inteira e só agora reparei. Ou talvez, e só talvez, eu continue confusa. Lidar com possbilidades dá um trabalho imenso e eu quero evitar a fadiga. =D

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In and out of love

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10/11/2008 12:04 441 palavras 19 comentários

Eu tenho uma vida boa. Não, melhor dizendo: eu tenho uma vida maravilhosa. É certo que às vezes nem tudo corre como eu quero, mas no geral estou cercada de amigos maravilhosos. Sou feliz! Quantas pessoas são capazes de se olharem no espelho e dizerem a si mesmas que são felizes de verdade? Pois então, eu sou!

Durante o ano de 2008, eu fiquei sabendo mais sobre mim mesma do que em todos os anos anteriores. Sim, eu tenho meus defeitos. Mas acabei descobrindo coisas maravilhosas sobre mim mesma. Óbvio, não sou perfeita, mas também estou longe de ser a pessoa ruim que eu imaginava. É tudo tão bom, tão incrível… Quando meus sentimentos não atrapalham.

O problema não é bem com meu sentimentos, mas sim com a forma que eu encaro eles. Ou melhor, não encaro. Eu realmente não sei lidar com meus próprios sentimentos. Por isso por melhor que estejam as coisas, às vezes eu me pego confusa e acabo trancada dentro de mim mesma. Olhando pra dentro e tentando descobrir o que está acontecendo comigo. Eu estou mesmo num momento maravilhoso, tudo está indo tão bem na minha vida… Mas estou passando por um desses momentos de confusão.

Seria tão mais simples se assim do nada eu tivesse um estalo e caísse em mim mesma! “É isso, eu estou apaixonada!”, assim, fácil como respirar. Oh sim, óbvio que se trata de paixão, não? Num momento estou tranquila, feliz por estar sozinha e satisfeita com isso. Noutro momento eu me pego lembrando dele pelas coisas mais idiotas. E me preocupando se ele está bem ou se está pensando em mim. E se tudo não fosse tão complicado… Claro que é complicado! Nada é de graça, e certamente não seria tão bom se assim fosse.

Mas minha luta é comigo mesma. O que diabos está acontecendo comigo? Muitas coisas fazem com que eu me segure, que fique com um pé atrás. Mas a Mariana de sempre me manda mergulhar de cabeça e pagar pra ver, como sempre. A possibilidade de ficar magoada e quebrar a cara mais uma vez me deixa morrendo de medo. Mas isso nunca me impediu de fazer nada. E eu estou me sentindo viva demais mais uma vez. Há ainda outras possibilidades que me assustam e me excitam, que fazem com que eu me sinta mais viva ainda. É tudo tão bom, mas ao mesmo tempo tão complicado…

Bem, se tiver que acontecer, vai acontecer. E se eu sobreviver, juro que volto aqui pra contar.