Romeu e a Manicure

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10/03/2009 18:33 417 palavras 20 comentários

E vocês? Já passaram por uma relação “não – assumida”? Já tiveram que namorar escondido ou manter o(a) paquera na surdina por alguma razão? O que leva alguém a não revelar publicamente seu par? Vergonha, medo, traição? Isso também rola com amizades? Alguém já teve que omitir ser amigo de alguém publicamente? Por quê?

Até pouco tempo atrás, as paixões governavam a minha vida, e eu deixava que elas fizessem o que bem entendessem comigo. Num momento, parecia que eu ia morrer de tanto amor. No outro, eu estava ocupada pensando na cor de esmalte que queria usar. É, eu tenho a capacidade de concentração de um peixinho de aquário. Uma vez, conheci um cara. Ele namorava, eu também. Mas têm coisas que simplesmente acontecem, e vão arrastando tudo pelo caminho como uma avalanche. A paixão me atropelou feito um trem desgovernado, e quando me dei conta, ficavámos juntos todos os dias. Pra mim era amor. Todos a nossa volta sabiam o que estava acontecendo, por mais que nada fosse dito. Aliás, precisava? Felicidade é algo duro de se esconder.

A situação começou a me incomodar, porque eu o queria só pra mim. Obriguei ele a escolher. Eu sabia que ele ficaria comigo, eu sabia que ele me amava. Eu não contava com uma característica dele que nunca tinha conhecido até então: a covardia. Eu não sou estável. Eu não sou a garota que vai todo domingo à igreja. Eu não sou aquela que vai concordar com tudo o que você diz. Eu não sou aquela que você vai querer levar para apresentar pros seus pais. Então, a escolhida foi a simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha. Pra que se arriscar num namoro novo se você já tinha uma doce garota que te seguiria onde quer que você fosse? Viva a praticidade.

Acabou da forma mais dramática possível. Me despedi do meu querido Romeu com um beijo, na frente da namorada dele. Hoje eu sei que ele ainda pensa em mim. Mas eu cansei de ser Julieta. Dá trabalho. E eu não escolhi a cor do esmalte ainda.

Post publicado no site da Revista Capricho.







Here comes the rain again…

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26/11/2008 03:54 222 palavras 43 comentários

Sim, eu sobrevivi! Quando você pensa que o ano acabou e que mais nada vai acontecer e mudar tudo, pense de novo! Foi um ano estranho, e ainda estou pagando pelos erros do primeiro semestre. Fiquei de exame de pelo menos duas matérias na faculdade. Mas quem disse que me importo? Eu estou ocupada demais sorrindo feito idiota pra ficar triste ou chateada.

Eu já me resolvi. Eu estou mesmo apaixonada, irremediavelmente apaixonada. Sabia que toda aquela saudade que eu estava sentindo não era algo normal. O que importa é que estou muito feliz, e espero que ele tenha noção do quanto está me fazendo bem.

Pra mim que eu já tinha tudo muito certo. Estava sozinha e assim ficaria por um bom tempo. Era minha decisão, e eu estava disposta a seguir com ela. Cabeça dura mesmo. Como ele conseguiu? Não faço idéia. Mas quando me dei conta, estava com ele. Olhando pra ele e sorrindo feito idiota. E de agora em diante tudo o que eu escrever vai sair excessivamente bobo, então estou parando por aqui.

I want to breathe in the open wind
I want to kiss like lovers do
I want to dive into your ocean
Is it raining with you







In and out of love

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10/11/2008 12:04 441 palavras 19 comentários

Eu tenho uma vida boa. Não, melhor dizendo: eu tenho uma vida maravilhosa. É certo que às vezes nem tudo corre como eu quero, mas no geral estou cercada de amigos maravilhosos. Sou feliz! Quantas pessoas são capazes de se olharem no espelho e dizerem a si mesmas que são felizes de verdade? Pois então, eu sou!

Durante o ano de 2008, eu fiquei sabendo mais sobre mim mesma do que em todos os anos anteriores. Sim, eu tenho meus defeitos. Mas acabei descobrindo coisas maravilhosas sobre mim mesma. Óbvio, não sou perfeita, mas também estou longe de ser a pessoa ruim que eu imaginava. É tudo tão bom, tão incrível… Quando meus sentimentos não atrapalham.

O problema não é bem com meu sentimentos, mas sim com a forma que eu encaro eles. Ou melhor, não encaro. Eu realmente não sei lidar com meus próprios sentimentos. Por isso por melhor que estejam as coisas, às vezes eu me pego confusa e acabo trancada dentro de mim mesma. Olhando pra dentro e tentando descobrir o que está acontecendo comigo. Eu estou mesmo num momento maravilhoso, tudo está indo tão bem na minha vida… Mas estou passando por um desses momentos de confusão.

Seria tão mais simples se assim do nada eu tivesse um estalo e caísse em mim mesma! “É isso, eu estou apaixonada!”, assim, fácil como respirar. Oh sim, óbvio que se trata de paixão, não? Num momento estou tranquila, feliz por estar sozinha e satisfeita com isso. Noutro momento eu me pego lembrando dele pelas coisas mais idiotas. E me preocupando se ele está bem ou se está pensando em mim. E se tudo não fosse tão complicado… Claro que é complicado! Nada é de graça, e certamente não seria tão bom se assim fosse.

Mas minha luta é comigo mesma. O que diabos está acontecendo comigo? Muitas coisas fazem com que eu me segure, que fique com um pé atrás. Mas a Mariana de sempre me manda mergulhar de cabeça e pagar pra ver, como sempre. A possibilidade de ficar magoada e quebrar a cara mais uma vez me deixa morrendo de medo. Mas isso nunca me impediu de fazer nada. E eu estou me sentindo viva demais mais uma vez. Há ainda outras possibilidades que me assustam e me excitam, que fazem com que eu me sinta mais viva ainda. É tudo tão bom, mas ao mesmo tempo tão complicado…

Bem, se tiver que acontecer, vai acontecer. E se eu sobreviver, juro que volto aqui pra contar.