Creuza Queen Elizabeth

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28/06/2009 19:39 357 palavras comentar?

A nova pauta passará a ser: “Ao mestre com carinho”. A ideia é que vocês contem historinhas de algum professor que foi especial para vocês; aquele(a) marcante mesmo, de quem vocês guardam que provavelmente levarão para tooooda a vida.

Toda a vida vamos ter professores que nos marcam. Alguns de forma mais indelével do que outros. É fácil gostar do professor brincalhão, do professor gente boa. Mas duvido que esses professores marquem mais do que professores como a Creuza.

Ela era lenda na minha escola (e na cidade, e provavelmente no estado). Quando entrou na minha sala pela primeira vez, até senti um calafrio. Mandou que arrumássemos a bagunça e frisou: fileiras indianas. Nada mais de sentar junto, de carteira – e aluno – fora do respectivo lugar. Aquela senhora de um metro e meio tinha porte de rainha e nós a respeitávamos incondicionalmente. Pelas costas, a chamávamos de Creuza Queen Elizabeth. Foi minha professora de Geografia durante praticamente todo o colegial, e eu nunca aprendi tanto sobre uma matéria.

Creuza não passava a mão na sua cabeça. Ela cobrava. Ela tirava pontos se achasse que sua resposta não estava de acordo. Mas se ela nos cobrava dessa forma, é porque nunca deixou nada a desejar com relação a matéria. Ela explicava como ninguém. Eu era boa aluna, mas era dispersa e tinha um sério problema de “bicho-carpinteiro” (termo que os professores usavam pra dizer que eu não parava quieta). Por isso, estava sempre na linha de frente dos olhares fulminantes da professora. E que olhares! Creuza é lembrada especialmente por seus olhares matadores, que dirigia aos alunos engraçadinhos como eu.

Professora, desnecessário dizer que pessoas como você nos transformam em seres humanos melhores. Tentar me ensinar ao mesmo tempo que tenta me disciplinar não é nem de longe tarefa fácil. Mas a senhora conseguiu! Então vou me abster de mais comentários e terminar por aqui.

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As três patetas

Categorias: Desventuras, Puta que pariu! 1,303 hits
16/04/2008 18:56 333 palavras 38 comentários

- Ih, olha ele saindo ali…
- Ali onde?? – eu pergunto (“a” desorientada né?).
- Ali, vai virar… TODAS DE PÉ PARA SAUDAR NOSSO MESTRE!

*ficam as três de pé olhando feito babacas pro carro que vai saindo*
*ele olha, entre confuso e envergonhado*
*as três voltam a se sentar com cara de idiotas*

- Se ele não tivesse olhado eu teria feito isso…

*começa a fazer reverências para o nada*

Algum tempo mais tarde, estavam as três sentadas em frente ao prédio da faculdade, esperando o carro voltar. Mariana dá o alarme:
- Não é ele ali de novo?
- Ele mesmo! – diz minha amiga.
Logo depois sai correndo em desabalada carreira.
- Bora? – pergunto à outra amiga que tinha ficado pra trás.
Nem espero ela responder e saio correndo atrás da primeira amiga. Na verdade, as duas restantes saíram se atropelando e uma tropeçando na outra a fim de chegar rápido e fazer cara de paisagem. Ele pára o carro, desce tranquilamente e encontra as três jovens, com os sorrisos mais lindos do mundo… Ele cumprimenta uma a uma polidamente (com aquele jeitinho fofo e aquele sorriso de derreter bronze, aiai…), e continua a sua inabalável caminhada até entrar no prédio da faculdade. Diz a primeira amiga:
- Eu podia casar com ele…

Notem os três pontinhos, bem ouriçados assim que viram o carro:
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Agora notem que a gente teve tempo de correr, se recompôr e cumprimentá-lo como se nada houvesse acontecido…
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- Vou chamar ele pra faxinar a minha casa. De samba-canção. – termina a minha amiga, com os olhos fixos no horizonte e a cara mais séria do mundo.







Goodbye to romance

Categorias: Drama gal, Espelho 994 hits
11/04/2008 23:57 556 palavras 13 comentários

Hoje é aniversário da minha miguxa Day! Parabéns!!!

Ontem uma amiga me contou que uma conhecida estava curiosa pra saber qual professor era meu amorzinho. A pergunta, além de bizarra, deveria ter sido direcionada à mim, não? E não é porque estou sem namorado que vou correr desesperadamente para os braços de um novo amor. É miguxas, não é bem assim que a coisa funciona. Eu queria simplesmente passar um tempo em paz, curtindo essa paixão que tenho por mim mesma. Sim, ficar em paz é um ótima palavra, já que a última coisa que eu quero é uma dor de cabeça!

Sobre meus professores… Olha, não vou dizer que sou trouxa e nunca reparei em nenhum. Tenho uma pá de professores gatos e/ou pegáveis. Mas achei tão brega a tal conhecida usar a palavra “amorzinho”… É coisa sei lá, de tia que veio visitar a sua família e pergunta se, com 5 anos de idade, você já tem um namoradinho. A conhecida suspeitava do professor X. Não, não curto muito o professor X, mas se estiver bem calibrada eu pego. Não estou apaixonada nada, quero é me divertir. Curioso é que ela esteja a suspeitar logo de um professor…

E ontem, conversando com a Key no MSN, ela me fez encarar a realidade. “Não é uma coisa que a gente escolha”, disse a sábia Mulher Vitrola. Okey, a gente não escolhe. Mas bem que eu queria ficar um bom tempo livre desse maldito cupido! E só assim, por enquanto, dar adeus ao romance. Mariana está cansada…

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Ozzy Osbourne – Back on Earth